Conteúdo
- 1 Quanto vale a produtividade de um trabalhador da construção
- 2 As três causas apontadas pelo estudo
- 3 O caminho que a CNI aponta: construção industrializada
- 4 O uso ainda é limitado, mesmo entre quem já adotou
- 5 O que está em jogo se essa produtividade não melhorar
- 6 FAQ – Perguntas Frequentes
- 6.1 P: Quanto caiu a produtividade da construção civil brasileira nas últimas três décadas?
- 6.2 P: Qual é a produtividade média de um trabalhador da construção civil no Brasil?
- 6.3 P: O que é construção industrializada?
- 6.4 P: Por que a produtividade da construção civil brasileira é tão baixa comparada aos Estados Unidos?
- 7 Fonte Original
Se você trabalha com construção, provavelmente já sentiu na prática o que um novo estudo da CNI (Confederação Nacional da Indústria) acabou de confirmar com números. O setor perdeu espaço na economia brasileira e está produzindo menos por trabalhador do que produzia há três décadas.
O levantamento se chama “Construção no Brasil: Agenda para Modernização do Setor” e traz um retrato direto do problema. A participação da construção no PIB caiu de 6,4% em 2013 para 3,6% em 2024. No mesmo período mais longo, entre 1995 e 2024, a produtividade por trabalhador do setor recuou 20,4%.
Na prática, isso significa que cada trabalhador está entregando menos hoje do que entregava há 30 anos, mesmo com todo o avanço tecnológico disponível no mercado.
Quanto vale a produtividade de um trabalhador da construção
Em 2024, cada trabalhador da construção civil gerou, em média, R$ 41,3 mil por ano. Esse valor corresponde a menos da metade da produtividade registrada na indústria de transformação. Se você está avaliando onde investir em produtividade dentro da sua operação, esse número já mostra o tamanho da distância entre os dois setores.
A comparação internacional é ainda mais dura. Em 2021, a produtividade da construção brasileira equivalia a apenas 7% da registrada nos Estados Unidos, a principal referência usada pela CNI no estudo.
As três causas apontadas pelo estudo
O levantamento aponta três fatores estruturais por trás dessa queda:
- Informalidade elevada, com apenas 25% dos empregos do setor tendo vínculo formal em 2021, contra 66% na indústria de transformação
- Baixa qualificação da mão de obra, já que apenas 7,8% dos trabalhadores da construção tinham ensino superior
- Lenta adoção de tecnologias digitais e de práticas de gestão modernas
Se a sua empresa ainda depende quase totalmente de mão de obra informal e de processos manuais, você está exatamente dentro do padrão que o estudo descreve como limitador de produtividade.
O caminho que a CNI aponta: construção industrializada
Para reverter esse quadro, a CNI destaca a construção industrializada como uma das principais alternativas. O modelo transfere parte da produção para ambientes controlados, como fábricas e galpões, onde componentes são fabricados antes de irem para o canteiro de obras.
Entre os sistemas já disponíveis no Brasil estão:
- Estruturas em aço
- Light steel frame (estrutura leve em aço galvanizado)
- Concreto pré-fabricado
- Wood frame (estrutura em madeira)
- Drywall
- Madeira engenheirada
Cada uma dessas tecnologias tem aplicações específicas, mas todas reduzem o tempo de execução da obra e aumentam a padronização dos processos. Se você já usa drywall em vedações internas, por exemplo, está aplicando um princípio parecido ao de outros sistemas industrializados, só que em menor escala.
O uso ainda é limitado, mesmo entre quem já adotou
Uma pesquisa da FGV, citada no estudo da CNI, mostra que 64,5% das empresas usam algum processo industrializado. O problema é que, em 58,4% desses casos, essas soluções aparecem em, no máximo, metade das obras realizadas pela empresa.
Ou seja, boa parte do setor já conhece as ferramentas, mas ainda não aplica em escala. Se esse é o seu caso, vale mapear em quais etapas da obra você já usa algum processo industrializado e avaliar se dá para ampliar esse uso para outras frentes, e não só nas obras mais simples.
O que está em jogo se essa produtividade não melhorar
O Brasil tem um déficit habitacional de 5,97 milhões de moradias. Sem ganho de produtividade, fica mais difícil reduzir esse número no ritmo necessário, além de encarecer obras de infraestrutura que já são urgentes.
Para quem está no setor, o recado prático do estudo é direto: modernizar não é mais opcional. Passa por reduzir informalidade, qualificar equipes e ampliar o uso de métodos construtivos industrializados, principalmente para quem quer se manter competitivo nos próximos anos.
FAQ – Perguntas Frequentes
P: Quanto caiu a produtividade da construção civil brasileira nas últimas três décadas?
R: Segundo estudo da CNI, a produtividade por trabalhador do setor caiu 20,4% entre 1995 e 2024.
P: Qual é a produtividade média de um trabalhador da construção civil no Brasil?
R: Em 2024, cada trabalhador gerou em média R$ 41,3 mil por ano, valor que corresponde a menos da metade da produtividade da indústria de transformação.
P: O que é construção industrializada?
R: É um modelo que transfere parte da produção para ambientes controlados, como fábricas e galpões, permitindo fabricar componentes antes de montá-los no canteiro de obras. Inclui sistemas como light steel frame, concreto pré-fabricado e wood frame.
P: Por que a produtividade da construção civil brasileira é tão baixa comparada aos Estados Unidos?
R: Segundo a CNI, a produtividade brasileira em 2021 equivalia a apenas 7% da registrada nos Estados Unidos, resultado da alta informalidade, baixa qualificação da mão de obra e pouca adoção de tecnologia no setor.
Fonte Original
InfoMoney — Entenda por que a construção civil brasileira produz menos do que há 30 anos — https://www.infomoney.com.br/economia/entenda-por-que-a-construcao-civil-brasileira-produz-menos-do-que-ha-30-anos/




