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Se você trabalha com construção civil, provavelmente já sentiu esse problema na prática: sobra vaga, falta candidato. O setor vive momento de crescimento acelerado, mas os jovens seguem afastados das posições de pedreiro e ajudante, mesmo com salário que pode chegar a R$ 10 mil.
Nonato é mestre de obras há 40 anos e vê esse cenário de perto todos os dias. Para ele, o problema tem explicação direta: a construção civil é serviço pesado, principalmente para o ajudante, e falta gente jovem interessada na profissão hoje.
O tamanho do problema numa única obra
O caso de uma obra de prédio residencial de 16 andares mostra a dimensão do desafio. São 20 vagas abertas simultaneamente para pedreiro, ajudante e encanador, sem candidato suficiente pra preencher.
Segundo a construtora responsável, a remuneração inicial de um servente é de R$ 2.300. Mas a evolução salarial dentro da profissão pode ser rápida: em São Paulo, um pedreiro já experiente pode chegar a ganhar R$ 10 mil por mês. Se você contrata equipe, esse dado ajuda a argumentar contra a ideia de que construção civil é só trabalho mal remunerado, o problema está mais na percepção da profissão do que no salário oferecido.
Envelhecimento da mão de obra preocupa o setor
O presidente da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção) reforça que esse não é um problema isolado de uma obra ou uma cidade. O perfil do trabalhador nos canteiros está mais envelhecido, porque o ritmo de reposição de mão de obra não acompanha o ritmo de aposentadoria.
Na prática, isso significa que a experiência acumulada em décadas de canteiro está saindo do mercado mais rápido do que entra gente nova para substituir, o que compromete o prazo de conclusão de obras em andamento e futuras.
O que isso significa para quem gerencia obra ou contrata equipe
Se você lida com contratação na construção civil, esse cenário exige atenção direta em dois pontos:
- Vale reforçar a comunicação sobre plano de carreira e evolução salarial real dentro da profissão, já que muita gente nova desconhece o potencial de ganho a médio prazo
- Antecipe o planejamento de equipe para obras futuras, considerando que a reposição de mão de obra qualificada segue mais lenta do que a demanda do setor
O desafio de atrair jovem para o canteiro não deve se resolver sozinho no curto prazo. Quem começar a investir agora em formação e valorização da profissão tende a sair na frente na disputa por mão de obra qualificada nos próximos anos.
FAQ – Perguntas Frequentes
P: Quanto pode ganhar um pedreiro experiente em São Paulo?
R: Segundo construtora consultada, um pedreiro já experiente pode chegar a ganhar até R$ 10 mil por mês em São Paulo, valor bem acima da remuneração inicial de servente, que gira em torno de R$ 2.300.
P: Por que os jovens não se interessam pela construção civil mesmo com bom salário?
R: Segundo profissionais do setor, o principal fator é a percepção do trabalho como serviço pesado, especialmente para a função de ajudante, o que afasta parte da nova geração mesmo diante de salários competitivos.
P: Por que o perfil dos trabalhadores da construção civil está envelhecendo?
R: Segundo a CBIC, a reposição de mão de obra não acompanha o ritmo de aposentadoria dos profissionais mais experientes, o que deixa o perfil das obras cada vez mais envelhecido.
P: Existem muitas vagas abertas no setor atualmente?
R: Sim. Uma única obra de prédio residencial de 16 andares, usada como exemplo, tinha 20 vagas abertas simultaneamente para pedreiro, ajudante e encanador.
Fonte original
R7 (JR na TV) — Salários de até R$ 10 mil: desinteresse de jovens preocupa setor da construção civil em crescimento — https://noticias.r7.com/jr-na-tv/video/salarios-de-ate-r-10-mil-desinteresse-de-jovens-preocupa-setor-da-construcao-civil-em-crescimento-08082026/






