Edit Template

Custo da construção em Minas Gerais sobe 8,25% e passa longe da inflação

Custo da Construção Sobe 8,25% em Minas Gerais

Se você trabalha com construção civil em Minas Gerais, esse número já deve estar pesando no seu orçamento de obra. O Custo Unitário Básico da Construção Civil (CUB/m²) no Estado subiu 8,25% entre janeiro e julho de 2026, segundo o Sinduscon-MG. Para efeito de comparação, a inflação oficial do país no mesmo período ficou em 3,5%, menos da metade do avanço registrado na construção.

Segundo Ieda Vasconcelos, economista-chefe do Sinduscon-MG e da CBIC, a pressão vem dos dois componentes de maior peso no indicador: mão de obra e materiais. Nos primeiros sete meses do ano, o custo com material subiu 3,61%, enquanto a mão de obra disparou 12,84%.

Por que a mão de obra ficou tão mais cara

O motivo principal está no mercado de trabalho brasileiro, que segue aquecido e com uma das menores taxas de desemprego da série histórica, girando em torno de 5,6%. Com isso, a dificuldade de contratação afeta praticamente todos os segmentos da economia, incluindo indústria e construção civil, e essa dificuldade acaba se transformando em custo mais alto para quem contrata.

Some a isso a convenção coletiva dos trabalhadores da construção, fechada no fim do ano passado. O reajuste salarial negociado teve impacto direto sobre os custos registrados a partir de janeiro deste ano.

Materiais também subiram, puxados pelo petróleo

O aumento dos materiais foi mais moderado, mas ainda relevante: 3,61% entre janeiro e julho, e 4,74% em 12 meses. Parte dessa pressão vem de fora do Brasil. Segundo a economista, os conflitos geopolíticos no Oriente Médio, iniciados no fim de fevereiro, provocaram instabilidade nos preços do petróleo, o que encareceu o diesel e, por consequência, o frete.

Esse aumento no transporte afeta diretamente materiais básicos como areia, brita, tijolo e concreto. Se você gerencia obra, sabe que esse tipo de insumo não costuma ficar em grande estoque, o que deixa as empresas mais expostas à oscilação de preço. Segundo Ieda, ninguém estoca concreto e areia, então a empresa acaba absorvendo a volatilidade quase em tempo real.

O ritmo desacelerou nos últimos dois meses

Existe um ponto de alívio nesse cenário. Em junho e julho, o CUB apresentou variação mais modesta do que nos primeiros meses do ano. Segundo a economista, esse movimento reflete uma relativa acomodação nos preços dos materiais, depois do período de maior instabilidade no mercado de petróleo.

Já a mão de obra teve sua alta mais expressiva concentrada no início do ano, por causa do reajuste da convenção coletiva, o que reduziu a pressão adicional desse componente nos meses seguintes.

O que o CUB representa (e o que não representa)

Se você não trabalha diretamente com esse indicador, vale entender o que ele mede. Em julho, o CUB referente ao projeto-padrão R8-N (edifício de oito pavimentos típicos, padrão normal de acabamento) ficou em R$ 2.548,75 por metro quadrado em Minas Gerais, ante R$ 2.354,47/m² em janeiro.

Segundo Ieda Vasconcelos, esse valor não deve ser confundido com o preço de venda de um imóvel ou com o custo total de uma obra, já que representa apenas o custo básico do básico. O cálculo não inclui terreno, elevador ou fundação, por exemplo, itens que podem representar parcela significativa do custo final de um empreendimento. Entram no cálculo apenas materiais, mão de obra, despesas administrativas e aluguel de betoneira.

O que isso muda na sua gestão de obra

Se você orça ou executa projeto em Minas Gerais, alguns pontos merecem atenção neste momento:

  • Reforce o controle de fluxo de caixa considerando que a mão de obra segue mais cara que o previsto no início do ano
  • Fique atento à evolução dos preços de petróleo e frete, já que impactam diretamente o custo de material básico de obra
  • Use o CUB como referência de tendência de custo, não como parâmetro de orçamento final, já que ele não cobre terreno, fundação e elevador

O cenário mostra desaceleração recente, mas o acumulado do ano ainda está bem acima da inflação, o que reforça a importância de revisar orçamento de obra com regularidade nos próximos meses.


FAQ – Perguntas Frequentes

P: Quanto subiu o custo da construção civil em Minas Gerais em 2026?

R: O CUB/m² registrou alta de 8,25% entre janeiro e julho de 2026, bem acima da inflação oficial do país no mesmo período, que ficou em 3,5%.

P: Por que a mão de obra da construção civil ficou tão mais cara?

R: O mercado de trabalho brasileiro segue aquecido, com taxa de desemprego em torno de 5,6%, uma das menores da série histórica, o que dificulta contratação. Some a isso o reajuste salarial da convenção coletiva firmada no fim do ano passado.

P: Por que os materiais de construção subiram de preço?

R: Os conflitos no Oriente Médio, iniciados no fim de fevereiro de 2026, provocaram instabilidade no preço do petróleo, encarecendo o diesel, o frete e, por consequência, materiais como areia, brita, tijolo e concreto.

P: O CUB representa o preço final de um imóvel?

R: Não. O CUB é apenas o custo básico de construção, sem incluir terreno, fundação ou elevador, itens que podem representar parte significativa do custo total de um empreendimento.

Fonte original

Diário do Comércio (Rádio Itatiaia) — Custo da construção sobe 8,25% em Minas; mão de obra tem alta de 12,84% — https://diariodocomercio.com.br/economia/custo-construcao-sobe-825-minas-gerais/

Está gostando do conteudo? Compartilhe

Manoel Monteiro

Escritor

“Como escritor de artigos para blog, transformo suas ideias em conteúdo envolvente e informativo. Com ampla expertise em diversos tópicos, ofereço artigos personalizados que atraem leitores e impulsionam a presença online do seu blog, seja qual for o seu nicho. Conte comigo para criar conteúdo de alta qualidade que eleve a autoridade e o engajamento do seu blog.”

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esta gostando do conteúdo? Compartilhe

Seja Nosso Parceiro

Seja Nosso Parceiro

Edit Template

Sobre

Este é o seu Portal de Notícias para se manter atualizado sobre as tendências, inovações e os desafios enfrentados no setor da construção. 

Postes Recentes