Conteúdo
- 1. O que puxou a queda do índice
- 2. Infraestrutura lidera a piora entre os segmentos
- 3. O que outra pesquisa do setor confirma sobre o momento atual
- 4. Intenção de investimento no menor nível desde 2019
- 5. Por que esse tipo de indicador importa para quem está no setor
- 6. FAQ – Perguntas Frequentes
- 6.1. P: Quanto caiu o índice de confiança da construção civil em setembro de 2026?
- 6.2. P: Qual segmento da construção teve a maior queda de confiança?
- 6.3. P: A queda de confiança na construção aparece em mais de uma pesquisa?
- 6.4. P: O que aconteceu com a intenção de investimento na construção civil?
Depois de meses de recuperação gradual, a confiança da construção civil voltou a recuar em setembro de 2026. O Índice de Confiança da Construção (ICST), calculado pela Fundação Getulio Vargas por meio do FGV IBRE, caiu 1,4 ponto no mês e atingiu 90,5 pontos, em uma escala que vai de zero a 200 pontos.
O que puxou a queda do índice
A retração do ICST veio dos dois eixos que compõem o indicador. O Índice de Situação Atual, que mede a avaliação dos empresários sobre o momento presente, recuou 1,0 ponto e ficou em 90,7 pontos. Já o Índice de Expectativas, que mede a confiança em relação aos próximos meses, caiu 1,6 ponto e também chegou a 90,5 pontos.
Na métrica de médias móveis trimestrais, que suaviza oscilações pontuais, o índice também cedeu, com queda de 0,4 ponto, para 91,6 pontos. O resultado de setembro deixou a confiança da construção civil 2,0 pontos abaixo do patamar registrado no mesmo mês de 2025, reforçando que a trajetória de queda vem se consolidando ao longo dos últimos meses.
Infraestrutura lidera a piora entre os segmentos
Um dado chama atenção dentro do levantamento da FGV: o segmento de Obras de Infraestrutura registrou a maior retração mensal entre todas as áreas da construção, puxado por uma piora acentuada nas expectativas dos empresários. Segundo Ana Maria Castelo, coordenadora de Projetos da Construção do FGV IBRE, esse movimento pode estar relacionado ao encerramento do ciclo de obras vinculadas ao período eleitoral.
Castelo também destaca que o indicador de expectativas recuou em todos os segmentos da construção, o que mostra que as empresas estão mais cautelosas em relação à demanda futura. Essa cautela já aparece refletida em projeções menos otimistas para a expansão do emprego no setor nos próximos meses.
O que outra pesquisa do setor confirma sobre o momento atual
O recuo na confiança da construção civil não aparece isolado em apenas um levantamento. A Sondagem Indústria da Construção, feita pela Confederação Nacional da Indústria, mostrou o mesmo movimento de piora em setembro.
O Índice de Confiança do Empresário Industrial da Construção, medido pela CNI, caiu 1,7 ponto no mês, passando de 47,2 para 45,5 pontos. Esse indicador já está abaixo da linha de 50 pontos, que separa otimismo de pessimismo, há 21 meses consecutivos.
| Indicador (CNI) | Agosto | Setembro | Variação |
|---|---|---|---|
| Índice de Confiança do Empresário Industrial | 47,2 | 45,5 | -1,7 |
| Índice de Condições Atuais | 43,9 | 41,3 | -2,6 |
| Índice de Expectativas | 48,9 | 47,6 | -1,3 |
| Expectativa de compras de insumos | 50,1 | 45,8 | -4,3 |
| Expectativa de nível de atividade | 50,6 | 47,0 | -3,6 |
O maior recuo entre os indicadores da CNI foi justamente na expectativa de compras de insumos e matérias-primas, que caiu 4,3 pontos e voltou a sinalizar previsão de queda nas compras para os próximos seis meses.
Intenção de investimento no menor nível desde 2019
Outro dado que reforça o cenário de cautela é o índice de intenção de investimentos do setor, que caiu 2,7 pontos, de 42,4 para 39,7 pontos, o pior resultado para um mês de setembro desde 2019. Esse recuo indica que as empresas de construção estão mais reticentes em comprometer capital com novos projetos no curto prazo, o que tende a se refletir em contratações e compras de material nos próximos meses.
Por que esse tipo de indicador importa para quem está no setor
Se você trabalha com construção, incorporação, fornecimento de materiais ou serviços para obra, acompanhar a confiança da construção civil funciona como um termômetro antecipado do que pode acontecer no mercado nos próximos meses. Quando a expectativa de compra de insumos cai com essa intensidade, é comum que a demanda por materiais de construção sinta o reflexo com alguma defasagem, especialmente em itens ligados a obras de maior porte.
Vale também observar que a piora concentrada em infraestrutura, ligada ao fim do ciclo de obras eleitorais, tende a ser mais pontual do que estrutural. Já a queda simultânea em condições atuais, expectativas e intenção de investimento, confirmada por duas pesquisas diferentes, é um sinal mais consistente de que o setor entra no último trimestre do ano em compasso de espera.
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FAQ – Perguntas Frequentes
P: Quanto caiu o índice de confiança da construção civil em setembro de 2026?
R: O ICST, medido pela FGV IBRE, caiu 1,4 ponto e atingiu 90,5 pontos, ficando 2,0 pontos abaixo do mesmo mês de 2025.
P: Qual segmento da construção teve a maior queda de confiança?
R: O segmento de Obras de Infraestrutura liderou a retração, puxado pela piora acentuada nas expectativas, possivelmente relacionada ao fim do ciclo de obras eleitorais.
P: A queda de confiança na construção aparece em mais de uma pesquisa?
R: Sim. Além do índice da FGV, a Sondagem da CNI mostrou queda no Índice de Confiança do Empresário Industrial da Construção, que ficou abaixo de 50 pontos pelo 21º mês consecutivo.
P: O que aconteceu com a intenção de investimento na construção civil?
R: A intenção de investimentos caiu para 39,7 pontos, o pior resultado para um mês de setembro desde 2019, indicando maior cautela das empresas para comprometer capital em novos projetos.
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