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Se você trabalha ou contrata mão de obra na construção civil na região de Americana, maio foi um mês para prestar atenção. A RPT (Região do Polo Têxtil), formada por Americana, Santa Bárbara d’Oeste, Nova Odessa, Sumaré e Hortolândia, fechou o mês com saldo negativo de 211 vagas formais, segundo dados do Caged divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
O número resulta de 13.771 admissões contra 13.982 desligamentos na região. E o setor que puxou esse resultado para baixo foi justamente a construção civil.
Construção civil foi a principal responsável pela queda
A construção fechou maio com saldo de 211 postos de trabalho a menos, sozinha, o equivalente a todo o resultado negativo da região. A indústria também perdeu vagas, com saldo negativo de 88 postos.
Do outro lado, três setores seguraram parte do resultado:
- Serviços: +36 vagas
- Agropecuária: +29 vagas
- Comércio: +23 vagas
Mesmo assim, não foi suficiente para equilibrar as perdas da construção e da indústria.
Só uma cidade da região ficou no azul
Entre os cinco municípios, apenas Santa Bárbara d’Oeste terminou maio com saldo positivo, com 28 novos empregos formais. Todas as outras cidades tiveram mais demissões do que contratações.
| Município | Admissões | Desligamentos | Saldo |
|---|---|---|---|
| Americana | 4.041 | 4.157 | -116 |
| Santa Bárbara d’Oeste | 2.483 | 2.455 | +28 |
| Nova Odessa | 1.595 | 1.613 | -18 |
| Sumaré | 3.222 | 3.254 | -32 |
| Hortolândia | 2.430 | 2.503 | -73 |
| Região (RPT) | 13.771 | 13.982 | -211 |
Se você é gestor de obra ou trabalha com recrutamento no setor, esse mapa ajuda a entender onde a retração foi mais forte e onde ainda existe algum fôlego, como em Santa Bárbara d’Oeste.
O resultado é bem pior do que em 2025
Em maio do ano passado, a mesma região tinha fechado o mês com saldo positivo de 89 vagas. Ou seja, a região passou de um resultado positivo para um saldo negativo de 211 postos em um ano, uma reversão de quase 300 vagas na comparação anual.
Por que isso está acontecendo
Segundo o economista Gabriel Sarmento Eid, coordenador do MBA em Finanças da FAM (Faculdade de Americana), a explicação mais provável não é uma crise generalizada, mas sim o fim de obras grandes na região.
Quando um empreendimento de grande porte é concluído, é normal que boa parte da mão de obra contratada para aquela fase seja desligada. Isso pode explicar por que a construção puxou o resultado para baixo com tanta força em um único mês.
O economista também aponta dois fatores que estão pressionando as decisões de investimento das empresas:
- A retomada das tarifas anunciadas pelos Estados Unidos
- A manutenção da Selic em patamar elevado
Apesar disso, ele pondera que o fato de Santa Bárbara d’Oeste ter fechado no positivo sugere que o movimento pode ser pontual, não necessariamente o início de uma desaceleração mais ampla. Um dado que reforça essa leitura é que o Banco Central elevou recentemente a projeção de crescimento do PIB brasileiro de 1,6% para 2% neste ano.
O que isso significa na prática para quem está no setor
Se você trabalha com construção civil na região, vale ficar de olho em alguns pontos nos próximos meses:
- Acompanhe o calendário de novos lançamentos e licitações na sua cidade, já que é isso que vai indicar se a demanda por mão de obra volta a crescer
- Se você contrata para obras específicas, planeje o desligamento e a realocação de equipes com antecedência quando um empreendimento estiver perto da conclusão
- Se está buscando recolocação no setor, Santa Bárbara d’Oeste apareceu como a cidade com melhor desempenho no mês, o que pode indicar mais oportunidades abertas por lá no curto prazo
O cenário de maio não confirma uma tendência de queda, mas também não pode ser ignorado. Vale acompanhar o próximo boletim do Caged para saber se a região volta ao azul ou se a retração se firma.
FAQ – Perguntas Frequentes
P: Quais cidades fazem parte da RPT (Região do Polo Têxtil)?
R: A RPT é formada por Americana, Santa Bárbara d’Oeste, Nova Odessa, Sumaré e Hortolândia.
P: Qual setor puxou o saldo negativo de empregos na RPT em maio de 2026?
R: A construção civil foi a principal responsável, com saldo negativo de 211 postos de trabalho, seguida pela indústria, que perdeu 88 vagas.
P: Alguma cidade da RPT teve saldo positivo de empregos em maio?
R: Sim, Santa Bárbara d’Oeste foi a única cidade da região com resultado positivo, criando 28 novos empregos formais no mês.
P: A queda de empregos na construção civil indica uma crise no setor?
R: Segundo o economista Gabriel Sarmento Eid, o resultado está mais ligado à conclusão de grandes obras na região do que a uma retração econômica ampla, já que o Banco Central elevou a projeção de crescimento do PIB para 2026.
Fonte Original
Liberal — Construção civil derruba saldo de empregos e região fecha maio no vermelho — https://liberal.com.br/cidades/regiao/construcao-civil-derruba-saldo-de-empregos-e-regiao-fecha-maio-no-vermelho




