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- 1. Prefeitura aposta em revitalizar o que já existe
- 1.1. O que sustentabilidade significa na prática do canteiro
- 1.1.1. O financiamento também está mudando de critério
- 1.1.2. O que isso muda para quem trabalha com obra no Rio
- 1.1.3. P: O que é o programa Reviver Pro APAC?
- 1.1.4. P: Como a Caixa está incorporando sustentabilidade ao financiamento imobiliário?
- 1.1.5. P: Quais certificações ambientais foram citadas como exemplo no evento?
- 1.1.6. P: Quem promoveu o Café Empresarial sobre sustentabilidade na construção civil?
- 1.1. O que sustentabilidade significa na prática do canteiro
Se você trabalha com construção civil, talvez já tenha percebido essa mudança de mentalidade acontecendo dentro do próprio setor: sustentabilidade deixou de ser discurso de futuro e virou decisão de negócio no presente. Esse foi um dos principais pontos do Café Empresarial realizado nesta quarta-feira (12) na sede do Sinduscon-Rio, reunindo representantes do poder público, da Caixa Econômica Federal e de empresas do setor.
Segundo Vinicius Benevides, vice-presidente do Sinduscon-Rio e diretor da Dimensional Engenharia, o tema que antes era associado a uma visão distante já está presente nas decisões de negócio hoje. Ele apresentou a experiência da própria empresa com certificações ambientais como EDGE e Selo Casa Azul, da Caixa.
Prefeitura aposta em revitalizar o que já existe
O secretário municipal de Desenvolvimento Urbano, Gustavo Guerrante, apresentou mudanças recentes na legislação urbanística do Rio, com foco em programas de requalificação de áreas que já contam com infraestrutura, transporte e serviços, como Porto Maravilha, Reviver Centro e Praça Onze Maravilha.
A lógica, segundo o secretário, é aproveitar melhor a cidade que já existe, em vez de ampliar desnecessariamente a área ocupada. Isso deu mais espaço para o retrofit e a preservação de patrimônio, que agora contam com incentivo específico da Prefeitura.
Se você trabalha com reforma ou retrofit no Rio, vale conhecer o programa Reviver Pro APAC, que prevê subsídio por metro quadrado recuperado e um acréscimo de 50% no benefício especificamente para projetos de retrofit.
O que sustentabilidade significa na prática do canteiro
O painel técnico do evento trouxe exemplos concretos de empresas que já incorporaram esses conceitos à rotina. Diego Alves, da RJZ Cyrela, mostrou como decisões sustentáveis podem começar ainda na concepção do projeto, com racionalização de processos, redução de resíduos e retrabalho, ganho de produtividade e escolha de fornecedores considerando critérios ambientais.
Adriana Santos, da Construtora Tenda, tratou dos desafios específicos da habitação popular. Para ela, sustentabilidade incorporada à estratégia do negócio ajuda a melhorar resultado, eficiência e competitividade, e reforçou que boa governança reduz incerteza no processo construtivo, o que ela chama de valor real dentro da obra.
Já José Marcos, do Sebrae/RJ, trouxe a discussão para o dia a dia financeiro das empresas. Segundo ele, gerar impacto de verdade também passa por cuidar da rentabilidade, e apontou perdas recorrentes que pesam no resultado, como retrabalho, desperdício de material e erro de orçamento. Na visão dele, o setor precisa deixar de lado o perfil do “dono executor” e caminhar para uma gestão mais estratégica e organizada.
O financiamento também está mudando de critério
A Caixa fechou a programação com duas perspectivas complementares. Cláudio Martins, superintendente de Habitação da Caixa no Rio, destacou que sustentabilidade deixou de ser só pauta ambiental e já ocupa espaço na agenda financeira e estratégica do mercado imobiliário. Segundo ele, o crédito imobiliário e a adoção de critérios ESG podem estimular empreendimentos mais resilientes, eficientes e com menor custo operacional, além de atender um consumidor cada vez mais atento a conforto, economia de recursos e saúde.
Morenno de Macedo, da área de Finanças Sustentáveis da Caixa, aprofundou o tema pelo lado do financiamento. Segundo ele, a instituição atua de três formas: estruturando a conexão entre capital nacional e internacional, incorporando critérios de sustentabilidade ao crédito, e transformando projetos sustentáveis em carteiras financiáveis em escala.
O que isso muda para quem trabalha com obra no Rio
Se você lidera empresa ou projeta empreendimento na cidade, vale considerar dois movimentos que já estão em curso: o incentivo público crescente para retrofit e revitalização, e a exigência crescente do mercado financeiro por critérios ambientais no crédito imobiliário. Segundo os participantes do evento, o financiamento verde ainda precisa avançar de iniciativas pontuais para uma estratégia de escala, mas a direção do setor já está clara.
FAQ – Perguntas Frequentes
P: O que é o programa Reviver Pro APAC?
R: É um incentivo da Prefeitura do Rio que oferece subsídio por metro quadrado recuperado em imóveis, com acréscimo de 50% no benefício para projetos de retrofit, voltado à preservação de patrimônio e recuperação de imóveis degradados.
P: Como a Caixa está incorporando sustentabilidade ao financiamento imobiliário?
R: A Caixa atua estruturando a conexão entre capital nacional e internacional, incorporando critérios ESG ao crédito imobiliário e transformando projetos sustentáveis em carteiras financiáveis em escala.
P: Quais certificações ambientais foram citadas como exemplo no evento?
R: Foram citadas as certificações EDGE e o Selo Casa Azul, da Caixa, usadas em projetos da Dimensional Engenharia, apresentados pelo vice-presidente do Sinduscon-Rio.
P: Quem promoveu o Café Empresarial sobre sustentabilidade na construção civil?
R: O evento foi uma realização do Sinduscon-Rio, com apoio do Sebrae-RJ, Ademi-RJ e Paggo, reunindo gestores de empresas de diferentes portes do setor da construção civil.
Fonte original
Tempo Real RJ — Sustentabilidade ganha espaço como estratégia para a construção civil — https://temporealrj.com/sustentabilidade-espaco-estrategia-construcao-civil/






