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TJ-SP Libera Construção de Prédios no Bosque dos Salesianos na Zona Oeste

TJ-SP Libera Construção no Bosque dos Salesianos na Zona oeste

Uma disputa judicial que se arrasta há mais de um ano chegou a um novo capítulo. O Tribunal de Justiça de São Paulo negou, em 1º de outubro, o recurso do Ministério Público estadual e autorizou a continuidade da construção de prédios no Bosque dos Salesianos, no Alto da Lapa, zona oeste da capital.

Como foi a decisão do tribunal

A votação foi apertada, de 3 a 2, e manteve o entendimento anterior que já favorecia a construtora. O relator do caso, juiz Kenichi Koyama, considerou o recurso do Ministério Público improcedente e concluiu que não houve comprovação de ilegalidade ou de dano ambiental irregular no empreendimento.

Segundo o magistrado, a legislação permite o manejo de vegetação em áreas protegidas, desde que o processo esteja amparado por pareceres técnicos válidos e passe pela avaliação dos órgãos competentes. Na visão do tribunal, esses requisitos foram cumpridos pela incorporadora responsável.

O histórico por trás da polêmica

O caso do Bosque dos Salesianos já passou por diferentes fases dentro do Judiciário e da própria Prefeitura de São Paulo. Em determinado momento, chegou a existir um entendimento de que a área poderia ser protegida por decreto estadual, o que abriu uma longa batalha judicial. A Prefeitura também já revogou alvará e suspendeu as obras no local em uma etapa anterior do processo, antes da liberação mais recente.

A controvérsia ganhou força após o corte de 118 árvores no terreno, realizado desde o fim do ano passado. A Tegra Incorporadora, responsável pelo empreendimento, afirma desde então possuir todas as autorizações necessárias para executar a obra.

O que a construtora se comprometeu a fazer

Como parte do processo de regularização, a Prefeitura de São Paulo formalizou junto à Tegra um Termo de Compromisso Ambiental. O documento prevê:

  • Manutenção de 66 árvores nativas que já existiam no terreno
  • Plantio compensatório de 1.799 mudas nativas na região

A construtora defende que o empreendimento está alinhado a políticas de desenvolvimento urbano sustentável, argumento que segue sendo contestado por moradores e entidades ambientais.

Ponto do caso Situação
Árvores derrubadas 118
Árvores nativas mantidas 66
Mudas de compensação previstas 1.799
Resultado da votação no TJ-SP 3 a 2 pela liberação da obra
Assinaturas em abaixo-assinado contrário Mais de 57 mil

A reação de moradores e ambientalistas

O Coletivo Bosque dos Salesianos, grupo formado por defensores da preservação da área, classificou a decisão como uma afronta à vontade popular. A organização destaca que mais de 57 mil pessoas assinaram um abaixo-assinado pedindo a conservação do bosque, e argumenta que a liberação da obra ignora o momento de emergência climática enfrentado globalmente.

O caso, no entanto, ainda não está necessariamente encerrado. Segundo informações divulgadas após a decisão, o Ministério Público pode apresentar novos recursos na tentativa de reverter o entendimento do tribunal.

O que esse caso ensina sobre obras em áreas com vegetação

Para quem trabalha com incorporação, licenciamento ambiental ou planejamento de empreendimentos, o caso do Bosque dos Salesianos reforça um ponto já abordado em decisões recentes sobre áreas de preservação: documentação técnica robusta e alinhamento prévio com os órgãos ambientais competentes tendem a pesar mais no resultado final de uma disputa judicial do que a pressão de opinião pública, por mais expressiva que seja.

Ao mesmo tempo, o episódio mostra que mesmo com autorização judicial favorável, um projeto que gera forte rejeição popular pode continuar sendo contestado por anos, com custos jurídicos e de reputação para a incorporadora, mesmo depois de a obra ser retomada.

Continue acompanhando o Portal de Noticias da Construção para mais atualizações sobre licenciamento ambiental, disputas judiciais e grandes empreendimentos na construção civil.

FAQ – Perguntas Frequentes

P: Por que a obra no Bosque dos Salesianos foi parar na Justiça?

R: Porque o Ministério Público questionou a legalidade da derrubada de 118 árvores no terreno, alegando possível dano ambiental, enquanto a incorporadora Tegra defendia ter todas as autorizações necessárias.

P: O que o TJ-SP decidiu sobre o caso?

R: Por 3 votos a 2, o tribunal negou o recurso do Ministério Público e autorizou a continuidade da construção, concluindo que não houve comprovação de ilegalidade ou dano ambiental irregular.

P: Quantas árvores serão plantadas como compensação?

R: A Prefeitura de São Paulo formalizou um Termo de Compromisso Ambiental com a Tegra prevendo o plantio de 1.799 mudas nativas, além da manutenção de 66 árvores já existentes no local.

P: A decisão do TJ-SP encerra o caso definitivamente?

R: Não necessariamente. O Ministério Público pode apresentar novos recursos na tentativa de reverter a decisão.

Referências

Estadão — TJ rejeita recurso e libera construção de prédios no Bosque dos Salesianos, na zona oeste de SP —— matéria original sobre a decisão do TJ-SP
Metrópoles — Justiça libera continuação de obra que derrubou 118 árvores em bosque de SP —— traz a posição do juiz relator e a defesa da construtora
SP Diário — Justiça de SP nega recurso e libera obra em bosque da zona oeste —— detalha o Termo de Compromisso Ambiental e o número de mudas de compensação

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Manoel Monteiro

Escritor

“Como escritor de artigos para blog, transformo suas ideias em conteúdo envolvente e informativo. Com ampla expertise em diversos tópicos, ofereço artigos personalizados que atraem leitores e impulsionam a presença online do seu blog, seja qual for o seu nicho. Conte comigo para criar conteúdo de alta qualidade que eleve a autoridade e o engajamento do seu blog.”

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