Conteúdo
A ocupação na construção civil foi a que mais cresceu no país entre julho e setembro. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada pelo IBGE, o setor foi a única atividade econômica a registrar alta significativa no trimestre encerrado em setembro, com avanço de 2,8%. Isso equivale a 210 mil trabalhadores a mais do que no trimestre anterior.
Veja também:
Quem cresceu e quem ficou parado
O destaque da construção está no fato de que as demais atividades não tiveram variação estatisticamente significativa na comparação com o trimestre anterior. O resultado, portanto, coloca a construção como o único setor a puxar a ocupação no curto prazo.
Na comparação com o mesmo período do ano passado, outros dois grupos tiveram alta:
| Atividade | Variação | Pessoas ocupadas a mais | Base de comparação |
|---|---|---|---|
| Construção | 2,8% | 210 mil | Trimestre anterior |
| Transporte, armazenagem e correio | 6,9% | 411 mil | Mesmo período de 2025 |
| Administração pública, defesa, educação, saúde e serviços sociais | 2,1% | 400 mil | Mesmo período de 2025 |
As bases de comparação são diferentes. O número da construção mede o avanço de um trimestre para o outro, e os dois seguintes medem o avanço em relação a um ano antes.
Desemprego no menor nível da série
O cenário geral do mercado de trabalho também foi favorável. A taxa de desocupação ficou em 5,2% no trimestre encerrado em setembro, o menor índice para esse período desde o início da série histórica da Pnad, em 2012.
Em um mercado de trabalho aquecido, setores que contratam muito, como a construção, tendem a enfrentar mais concorrência por mão de obra, o que pode pesar na escassez de profissionais e no custo de contratação.
O que isso significa na prática para você
Os dados da Pnad mostram o movimento de um trimestre e não projetam o futuro. Mesmo assim, ajudam a orientar decisões:
- Se você trabalha em obra ou quer entrar no setor: o aumento de 210 mil ocupados indica demanda por trabalhadores. Manter qualificações e documentos em dia ajuda a aproveitar o momento.
- Se você é construtor ou empreiteiro: com desemprego baixo e a construção contratando mais, a disputa por pedreiros, carpinteiros e outros profissionais tende a aumentar. Vale planejar contratações e prazos com antecedência.
- Se você gerencia equipes: o custo de reposição de quem sai pode subir. Reter bons profissionais costuma sair mais barato do que treinar novos.
- Se você é fornecedor ou prestador de serviço: mais gente trabalhando em obras sugere atividade aquecida, o que costuma se refletir em demanda por materiais e serviços. Acompanhe os pedidos nas próximas semanas.
- Se você faz planejamento financeiro de uma obra própria: um mercado de trabalho apertado pode pressionar o valor da mão de obra. Peça orçamentos com prazo de validade.
Se você quer entender melhor a diferença entre os tipos de dado, vale lembrar que a Pnad mede pessoas ocupadas em geral, incluindo trabalhadores com e sem carteira assinada. Ela não conta apenas vagas formais.
Continue acompanhando o nosso Portal para ver os próximos números do mercado de trabalho e o que eles significam para a construção civil.
FAQ – Perguntas Frequentes
P: Quanto cresceu a ocupação na construção civil no trimestre encerrado em setembro?
R: O setor avançou 2,8%, o equivalente a 210 mil trabalhadores a mais em relação ao trimestre anterior, segundo a Pnad Contínua do IBGE.
P: A construção foi o único setor a crescer?
R: Foi a única atividade com alta significativa no trimestre. As demais não tiveram variações estatisticamente significativas na comparação com o trimestre anterior.
P: Qual foi a taxa de desemprego no período?
R: 5,2% no trimestre encerrado em setembro, o menor índice para esse período desde o início da série, em 2012.
P: Outros setores também cresceram?
R: Na comparação anual, transporte, armazenagem e correio cresceram 6,9%, com 411 mil pessoas ocupadas a mais. Administração pública, defesa, educação, saúde e serviços sociais avançaram 2,1%, com 400 mil a mais.
Fonte de Referência:
Vero Notícias | Construção civil é único setor com alta significativa da ocupação no trimestre, aponta IBGE





