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Imóveis sustentáveis no ES: o que compradores já valorizam

Imóveis sustentáveis no ES: o que compradores já valorizam

Energia solar, automação e reaproveitamento de água estão cada vez mais presentes nos imóveis sustentáveis no ES. As construtoras apostam nesses recursos para reduzir custos de uso e evitar reformas futuras, em um mercado que cresce na Grande Vitória.

O mercado imobiliário da Grande Vitória em números

O 46º Censo Imobiliário do Sinduscon-ES, referente ao segundo semestre de 2025, aponta 19.469 unidades em produção na Grande Vitória. Desse total, 18.969 são residenciais e 500 são comerciais. O resultado representa um crescimento de cerca de 14% em relação ao censo anterior e o maior número de unidades residenciais em produção dos últimos cinco anos.

Indicador (2º semestre de 2025) Resultado
Unidades em produção 19.469
Unidades residenciais 18.969
Unidades comerciais 500
Crescimento sobre o censo anterior cerca de 14%
Unidades lançadas 3.822
Unidades concluídas 1.626
VGV dos lançamentos residenciais R$ 3,2 bilhões
Projeção de lançamentos residenciais em 2026 6.660 unidades

O que está mudando na cabeça de quem compra

O aquecimento do mercado acontece junto com uma mudança no que o comprador procura. Segurança, praticidade, economia nas despesas mensais e soluções sustentáveis entram nos projetos como diferenciais que valem não só no dia da entrega das chaves, mas durante os anos de uso.

Para você que pensa em comprar, isso muda a forma de comparar imóveis. Olhar só o preço de aquisição deixa de fora o custo de manutenção e de uso, que pesa no orçamento ao longo do tempo.

Tecnologia é consequência do mercado aquecido

Liliam Araújo, membro do Sinduscon-ES, tem uma leitura direta. Para ela, o crescimento do setor não nasce da adoção de tecnologia. É o contrário: como o mercado está favorável, as construtoras conseguem oferecer mais recursos tecnológicos e sustentáveis. O motor, na visão dela, é mais econômico do que tecnológico.

Ela observa que compradores de imóveis de médio e alto padrão já valorizam sistemas de automação e soluções de economia. O desafio é fazer o consumidor reconhecer o valor de itens menos visíveis, como torneiras economizadoras, reaproveitamento de água da chuva e materiais de menor impacto ambiental. Segundo Liliam, o ganho de um prédio mais sustentável aparece na fase de uso, e não na construção.

Energia solar e a conta de luz

Entre as soluções aplicadas aos empreendimentos estão aquecimento solar da água, geração fotovoltaica, pontos de carregamento para veículos elétricos e sistemas de controle de acesso.

Estudos internos da construtora DR Engenharia indicam que o chuveiro responde, em média, por 70% da energia elétrica consumida em um apartamento. Quando a água é aquecida por energia solar, há potencial de reduzir a conta de luz. O percentual real de economia, porém, depende das características do imóvel e do consumo dos moradores.

O estado também avança na geração própria de energia solar:

  • Dados da Absolar divulgados em 2025 indicavam mais de 1 gigawatt de potência instalada no Espírito Santo, com mais de 73 mil conexões fotovoltaicas nos 78 municípios e atendimento a mais de 113 mil unidades consumidoras.
  • A atualização de 2025 da ARSP registrou 83.699 unidades de geração solar distribuída e 1.112,3 megawatts de potência.
  • Segundo o levantamento, a fonte responde por 38,08% da capacidade instalada de geração elétrica do estado.

Planejar desde o projeto reduz custo e desperdício

O CEO da DR Engenharia, Dionathan Rodrigues, afirma que as soluções sustentáveis precisam entrar na fase de projeto, e não ser acrescentadas durante a obra. A empresa adota placas fotovoltaicas nas áreas comuns, elevadores regenerativos, reaproveitamento de água, estrutura preparada para carregar carros elétricos e sistemas construtivos como drywall e steel frame.

A compatibilização de projetos com a metodologia BIM ajuda a identificar conflitos entre instalações antes de a obra começar, o que reduz intervenções e retrabalho. Segundo ele, materiais mais tecnológicos geram menos corte, menos desperdício e menos limpeza de obra.

Os itens que substituem soluções convencionais ou acrescentam recursos novos representam, segundo o empresário, cerca de 15% a 20% do orçamento da empresa. Por isso, a análise precisa considerar o custo da obra e os benefícios esperados ao longo do uso.

O que moradores e vendedores percebem

O empresário Nilson de Lira mora desde 2022 em um empreendimento da DR Engenharia. Ele cita a garagem com ponto de carregamento, o aquecimento solar nas áreas comuns, o salão de festas automatizado e a piscina aquecida. Como esses recursos foram planejados antes da entrega, ele diz que não teve custo alto para usá-los e que o condomínio economiza. Em sua avaliação, vale pagar um pouco mais agora para reduzir despesas no futuro.

A gerente comercial da empresa, Carol Faé, diz que os compradores chegam mais informados e interessados nos diferenciais. Localização e preço do metro quadrado continuam pesando, mas tecnologia e economia de longo prazo entram na decisão. Para que o cliente entenda os benefícios, a empresa mostra empreendimentos já entregues.

O que isso significa na prática para você

Se você está avaliando a compra de um imóvel, estes pontos ajudam na comparação:

  • Pergunte como a água é aquecida: aquecimento solar tende a reduzir o peso do chuveiro na conta, mas a economia depende do seu consumo.
  • Veja as áreas comuns: painéis fotovoltaicos e reaproveitamento de água podem aliviar a taxa de condomínio.
  • Confirme a infraestrutura para carro elétrico: se você pretende ter um, um prédio já preparado evita obra e votação em assembleia depois.
  • Compare custo de uso, não só preço: some energia, água e manutenção ao longo de anos antes de decidir.
  • Visite um empreendimento entregue: ver os sistemas funcionando mostra o que a planta e o folheto não mostram.

Se você trabalha no setor, a lição é clara. Recursos menos visíveis só vendem quando o comprador entende o retorno, e mostrar obras prontas é uma forma de fazer isso.

Continue acompanhando o nosso Portal de Notícias da Construção para ver mais notícias sobre mercado imobiliário, tecnologia e sustentabilidade na construção civil.

FAQ – Perguntas Frequentes

P: Quantas unidades estão em produção na Grande Vitória?

R: O 46º Censo Imobiliário do Sinduscon-ES aponta 19.469 unidades em produção no segundo semestre de 2025, sendo 18.969 residenciais e 500 comerciais.

P: Quais tecnologias as construtoras do ES estão adotando?

R: Aquecimento solar, energia fotovoltaica, pontos de carregamento para carros elétricos, controle de acesso, reaproveitamento de água, elevadores regenerativos e sistemas como drywall e steel frame.

P: Energia solar reduz a conta de luz em apartamento?

R: Segundo estudos internos da DR Engenharia, o chuveiro responde por cerca de 70% da energia de um apartamento. Aquecer a água com energia solar pode reduzir a conta, mas o percentual depende do imóvel e do consumo dos moradores.

P: Imóveis sustentáveis custam mais para construir?

R: Segundo o CEO da DR Engenharia, os itens que substituem soluções convencionais ou acrescentam novos recursos representam cerca de 15% a 20% do orçamento da empresa. A economia aparece na fase de uso do imóvel.

Fonte de Referência:

Folha Vitória | Construção civil aposta em tecnologia e sustentabilidade para atrair compradores no ES

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Manoel Monteiro

Escritor

“Como escritor de artigos para blog, transformo suas ideias em conteúdo envolvente e informativo. Com ampla expertise em diversos tópicos, ofereço artigos personalizados que atraem leitores e impulsionam a presença online do seu blog, seja qual for o seu nicho. Conte comigo para criar conteúdo de alta qualidade que eleve a autoridade e o engajamento do seu blog.”

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