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As ações de construtoras tiveram uma das quedas mais fortes do dia na bolsa brasileira nesta segunda-feira (26). O movimento veio junto com o salto dos juros futuros, depois da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no domingo. Os números abaixo refletem o desempenho do papel durante o pregão, segundo o InfoMoney, e podem ter mudado desde então.
O tamanho das quedas
De acordo com a reportagem, as maiores construtoras listadas em São Paulo sofreram perdas expressivas:
| Empresa | Código | Variação no dia |
|---|---|---|
| Cyrela | CYRE3 | queda de 44,81% |
| MRV&Co | MRVE3 | queda de 42,53% |
| Tenda | TEND3 | queda de 26,38% |
| Direcional | DIRR3 | queda de 24,05% |
| Cury | CURY3 | queda de 16,68% |
São percentuais muito altos para um único dia, e a reportagem os trata como movimento intradiário, ou seja, referentes ao momento em que a matéria foi escrita.
O que mexeu com os juros
A explicação vem do mercado de juros. Lula venceu o segundo turno com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% do senador Flávio Bolsonaro (PL). Segundo a reportagem, o mercado estava em grande parte posicionado para outro resultado, e o ajuste na segunda de manhã foi intenso.
Os contratos de juros futuros, os DIs, subiram forte, em especial os de prazos mais longos, que refletem mais diretamente a expectativa para a política fiscal. Um exemplo do tamanho da virada está no dia seguinte ao primeiro turno, quando Flávio ficou à frente de Lula. Naquele dia, a taxa do DI para janeiro de 2035 chegou a recuar mais de 130 pontos-base, com o mercado animado com a possibilidade de uma vitória dele.
A leitura que sustentava aquele otimismo era de que um novo governo poderia aumentar as chances de ajuste nas contas públicas. Com o resultado do segundo turno, a curva de juros fez o caminho inverso.
Em outra matéria do mesmo portal, o Ibovespa chegou a cair 17% na segunda-feira, com acionamento de circuit breaker. O movimento das construtoras, portanto, fez parte de uma queda mais ampla do mercado.
Por que as construtoras sofrem mais com a alta dos juros
As construtoras e incorporadoras são particularmente sensíveis ao custo do crédito. Quando os juros sobem, o financiamento imobiliário fica mais caro e mais difícil para o comprador, e a própria empresa passa a pagar mais para financiar terrenos e obras.
A reportagem lembra que isso vale mesmo com os incentivos do governo Lula ao segmento de habitação popular nos últimos anos. O benefício do programa ajuda a demanda, mas não neutraliza o efeito de um custo de capital mais alto.
O que isso significa na prática para você
A queda de um dia na bolsa não muda de imediato o preço de um apartamento ou o ritmo de uma obra. Mas a direção dos juros importa para quem trabalha ou investe no setor:
- Se você é incorporador ou construtor: o custo do capital tende a subir se os juros futuros se mantiverem em alta. Revise o caixa e o cronograma de lançamentos antes de assumir novos compromissos.
- Se você vai comprar imóvel financiado: acompanhe as taxas dos bancos nas próximas semanas e simule prazos e entradas diferentes. O custo total do financiamento depende dos juros.
- Se você é fornecedor ou presta serviços para construtoras: empresas sob pressão financeira costumam alongar prazos de pagamento. Confirme condições antes de fechar grandes pedidos.
- Se você acompanha o mercado de ações: os valores citados são de um pregão específico e podem ter se alterado. Confira as cotações atualizadas antes de qualquer decisão.
- Se você trabalha em obra: o ritmo de lançamentos depende do crédito, então vale acompanhar o setor nas próximas semanas.
Este conteúdo é informativo e não é recomendação de investimento. O InfoMoney, a fonte original, também afirma que não faz recomendações. Converse com um profissional habilitado antes de comprar ou vender ações.
Continue acompanhando o nosso Portal de Notícias da Construção para ver como os juros e o crédito imobiliário afetam as obras e o mercado de construtoras.
FAQ – Perguntas Frequentes
P: Quanto as ações de construtoras caíram após a eleição?
R: Segundo o InfoMoney, na segunda-feira (26) a Cyrela recuou 44,81%, a MRV&Co 42,53%, a Tenda 26,38%, a Direcional 24,05% e a Cury 16,68%, em movimento durante o pregão.
P: Por que as construtoras caíram tanto?
R: Os juros futuros subiram forte depois da reeleição de Lula, e as construtoras são sensíveis ao custo do crédito, já que juros altos encarecem o financiamento imobiliário.
P: O mercado esperava outro resultado?
R: Segundo a reportagem, o mercado estava em grande parte posicionado para uma vitória de Flávio Bolsonaro, e o ajuste na segunda foi intenso.
P: Essas quedas são definitivas?
R: Não dá para dizer. Os números se referem a um pregão específico e podem mudar nos dias seguintes. Consulte cotações atualizadas.
Fonte de Referência:
InfoMoney | Cyrela, MRV e mais: construtoras chegam a cair mais de 40% após reeleição de Lula




