Conteúdo
- 1. Por que a Feicon Rio muda o calendário do setor
- 2. O tamanho da construção civil na economia fluminense
- 3. CREA-RJ quer usar as ARTs como base de dados
- 4. Febrava ocupa o Riocentro ao mesmo tempo
- 5. Expositores chineses de olho no mercado brasileiro
- 6. Distribuidores têm peso decisivo no Rio
- 7. O que isso significa na prática para você
- 8. FAQ – Perguntas Frequentes
A Feicon Rio começou nesta terça-feira (6) no Riocentro, em Jacarepaguá, e segue até quinta-feira (8) com mais de 200 marcas expondo. A organização conta com cerca de 10 mil profissionais circulando pelos pavilhões ao longo dos três dias. É a primeira vez que a Feira Internacional da Construção tem uma edição carioca.
Por que a Feicon Rio muda o calendário do setor
Até agora, quem trabalhava com obras no Rio precisava buscar grandes feiras de construção fora do estado. A Feicon Rio muda esse cenário ao colocar fabricantes, distribuidores, construtoras, varejistas, engenheiros e compradores no mesmo endereço, a preço de deslocamento local.
A realização é da RX, empresa que organiza cerca de 350 eventos por ano em 25 países. O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (CREA-RJ) apoia a feira e patrocinou, nos últimos dois anos, mais de 50 eventos ligados à engenharia e à agronomia.
Na abertura, o presidente do conselho, Miguel Fernández, defendeu que engenharia, agronomia e construção ganhem mais voz nas discussões sobre desenvolvimento e infraestrutura do estado. Ele também apontou a feira como um espaço de encontros, debates e negócios para o profissional da área.
O tamanho da construção civil na economia fluminense
Os números apresentados no evento, com base em levantamento da Firjan, mostram por que a feira tem público garantido no Rio. A construção civil responde por uma fatia relevante do emprego industrial e movimenta bilhões todos os anos.
| Indicador | Dado apresentado |
|---|---|
| Participação na economia do estado | cerca de 2,4% |
| Empregos formais | cerca de 220 mil |
| Fatia dos empregos industriais | cerca de 30% |
| Movimentação anual | cerca de R$ 25 bilhões |
| Estabelecimentos do setor | cerca de 9 mil |
| Projetos e investimentos em infraestrutura mapeados para o curto prazo | R$ 41 bilhões |
Na cerimônia, o presidente da Firjan, Luiz Césio Caetano, disse acreditar que a estreia será bem-sucedida e que a feira voltará nas próximas edições.
CREA-RJ quer usar as ARTs como base de dados
Um dos temas que saíram da abertura foi a estratégia do CREA-RJ de ir além do registro e da fiscalização de profissionais. O conselho pretende usar as Anotações de Responsabilidade Técnica (ARTs) como fonte de informação sobre a atividade econômica da engenharia no estado.
Segundo Fernández, os projetos registrados por meio das ARTs passam de R$ 100 bilhões no Rio. A ideia é cruzar esses dados para acompanhar investimentos, mapear setores e orientar ações de fiscalização.
O exemplo citado foi a manutenção de sistemas de ar-condicionado em unidades de saúde, onde uma falha técnica pode comprometer o atendimento. Para o presidente do conselho, a iniciativa tem potencial de salvar vidas.
Fernández também lembrou que o CREA-RJ, o Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU) e a Coppe/UFRJ entregaram, em 28 de setembro, um documento aos candidatos ao Governo do Estado. O material reúne propostas sobre engenharia e arquitetura públicas, mobilidade, habitação, saneamento e manutenção da infraestrutura que já existe.
Febrava ocupa o Riocentro ao mesmo tempo
No mesmo local e nas mesmas datas, acontece a Febrava, feira de refrigeração, ar-condicionado, ventilação, aquecimento e tratamento de ar e água. Ela é apontada como um dos principais encontros da indústria de climatização e refrigeração da América Latina.
Com as duas feiras juntas, o Riocentro recebe empresas e profissionais de construção, engenharia, climatização e infraestrutura ao mesmo tempo. Na prática, você resolve duas agendas de fornecedores em uma única visita.
Expositores chineses de olho no mercado brasileiro
A estreia carioca atraiu empresas de fora do país, e a China está entre os países representados. Uma delas é a Weishida, fabricante de cerâmicas e louças de Chaozhou, na província de Guangdong, região conhecida pela produção de cerâmica e porcelana.
A empresa produz artigos de mesa, vasos de jardim e peças de decoração e participa pela primeira vez de um evento no Rio. A diretora, Liuxiang Zhang, afirmou que a companhia considera seus produtos adequados ao gosto do consumidor brasileiro e enxerga o Brasil como um grande mercado.
Distribuidores têm peso decisivo no Rio
O diretor da Feicon Rio, Ivan Romão, explicou que o mercado fluminense tem uma característica própria. A relação entre indústria e construtoras passa de forma relevante pelos distribuidores, que participam diretamente das decisões de compra e de especificação de produtos.
Segundo ele, esse desenho influenciou o perfil dos expositores, dos visitantes e do conteúdo técnico da primeira edição. Romão afirmou ainda que o público procura soluções alinhadas às particularidades do próprio negócio, além de conexões, inovação, conhecimento e novas oportunidades.
O que isso significa na prática para você
O que isso muda no seu dia a dia depende de onde você atua na cadeia da obra. Alguns exemplos:
- Construtor ou empreiteiro: a feira concentra fornecedores de diferentes categorias, o que facilita comparar condições e fechar contatos em um só lugar.
- Lojista e distribuidor: como a decisão de compra e de especificação passa por você no Rio, vale levar a pauta de lançamentos que sua loja quer trazer para o estoque.
- Engenheiro e arquiteto: os debates técnicos e a discussão sobre ARTs mostram para onde caminha a fiscalização e o acompanhamento de obras no estado.
- Profissional de climatização: a Febrava, no mesmo espaço, permite cruzar tendências de ar-condicionado e ventilação com as de construção.
O evento termina amanhã, quinta-feira (8). Se você ainda não foi, confira no site oficial da feira as regras de credenciamento antes de sair de casa.
A Feicon Rio também funciona como termômetro. Com R$ 41 bilhões em projetos de infraestrutura mapeados e um setor que emprega cerca de 220 mil pessoas, o movimento nos corredores do Riocentro tende a indicar quais produtos e serviços vão ganhar espaço nas obras do estado nos próximos meses.
Continue acompanhando o nosso Portal de Notícias da Construção para ver os desdobramentos da Feicon Rio, as novidades de materiais e as notícias que impactam o seu orçamento de obra.
FAQ – Perguntas Frequentes
P: Quando acontece a Feicon Rio?
R: A primeira edição começou na terça-feira (6) e vai até quinta-feira (8), no Riocentro, em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro.
P: Quantas marcas e visitantes a Feicon Rio espera?
R: A organização informa mais de 200 marcas expositoras e expectativa de receber cerca de 10 mil profissionais durante os três dias.
P: Quem organiza a Feicon Rio?
R: A feira é promovida pela RX, empresa que realiza cerca de 350 eventos por ano em 25 países. O CREA-RJ apoia a realização.
P: O que é a Febrava e por que ela acontece junto com a Feicon Rio?
R: A Febrava é uma feira de refrigeração, ar-condicionado, ventilação, aquecimento e tratamento de ar e água. Ela ocorre no mesmo local e período, reunindo mais empresas ligadas à construção e à infraestrutura.
Fonte de Referência



